10.30.2008

Harry Potter!


Isto de ter filhos está finalmente a começar a dar frutos. Sempre fui um bocado infantil em termos de gostos cinematográficos, e tenho poucas pessoas com quem partilhar os meus filmezinhos. Dantes era a Inês, que entretanto cresceu e já não lhe dá pica andar com a cota. Fomos ver os Harry Potters e os Senhores dos Anéis todos ao cinema, mesmo quando o cinema ficava a 70 km de distância. Agora, é altura de fazer a introdução á fantasia ao meu piolho pessoal, com data e hora marcada.
Hoje, por volta das 22 horas mais coisa menos coisa, conto estar estendida no sofá com o Tiago Matias, a ver a versão widescreen do Harry Potter e a Pedra Filosofal.
E sabem que mais? Estou ansiosa!

10.14.2008

Beautifull Baby Girl


Para ser sincera não eras propriamente beautiful…Mas os meses que antecederam a tua vinda tinham-nos deixado tão ansiosos a todos, tão ansiosos que quando chegaste foi um alívio constatar que eras uma menina perfeitamente normal. A meia bebé.
Toda a vida desejei uma menina, sabes? E quando soube que vinha por aí uma, enchi-me de medo. Sabes aquela cena do “tem cuidado com o que desejas”? E depois deixaste de crescer como era suposto…Eu sempre tão cansada, tão esgotada, o teu mano sempre tão exigente…
Um dia achei que vinhas a caminho. Fomos para o hospital, com o coração pequenino. Se tivesses vindo nessa altura terias que ficar na incubadora, e seria tão complicado… Voltei para casa no dia seguinte, e fiquei por lá de baixa, uma princesa num castelo sem poder sair, 15 dias a contar as horas para ter ver e saber que afinal estava tudo bem. O papá fazia tudo em casa, e eu tinha o tempo todo para pensar em ti. Em ti, bebé Clara.
Depois vieste para casa, e começaste a crescer e a fazer-te cada vez mais engraçada. Custaste a começar a sorrir, mas quando aprendeste nunca mais deixaste de exercitar. Costumava dizer que o que te faltava em beleza sobrava-te em encanto. E quando olho para ti, há uma data de coisas que me fazem de repente sentido

9.19.2008

Nostalgia


Não sei escrever sobre os meus filhos, nem sobre o facto de ser mãe. Há coisas que se sentem, e não se conseguem explicar. Mas esta semana tenho tido uma saudade imensa dos meus bebés. De estar em casa com eles, de ter o tempo todo por minha conta e deles, de ser mãe e mulher e dona de casa. Do cheiro que tinha a roupinha deles quando a punha para lavar. Do cheiro do leite, das manchas amarelas que não saem para aí assim, de estar em casa sem ter de sair para lado nenhum. De ver chover lá fora e estar só a tomar conta de um bebé que dorme…embora para ser fiel á verdade ele raramente dormisse.

Lembro-me em especial de uma noite, já no início do Outono, em que fomos jantar a casa da minha mãe a pé, com o bebé deitado no carrinho azul, de banhinho tomado. Ele ficava sempre com o cabelo em pé depois do banho. E nesse fim de tarde de Outono, a hora mais bonita, senti como há tantos tantos anos não sentia, uma felicidade e uma paz sem fim, completa. Acho que comentei com o Pedro. Os cinco meses mais felizes da minha vida.

A mãe Ana.

9.12.2008

O Primeiro Dia

Avançámos confiantes, pai, mãe e filho, para a porta da escola.

Com a cadência dos nossos passos aumentava também o burburinho, correrias, brincadeiras, mas também risos nervosos, choro, baba, ranho e ranger de dentes!

O Tiago estava impávido, um intrépido menino, expectante e curioso pelo primeiro dia de escola. Desde há um bom tempo para cá que andava em contagem regressiva... ele e nós, é bem verdade.


"É hoje, é hoje!!!"

A toda a hora lhe tentámos passar uma boa perspectiva do que será este seu novo mundo, exigindo-lhe por um lado novas responsabilidades, mas expondo-lhe todos os aspectos positivos desta sua entrada para escola.

Os olhos dele andaram sempre a brilhar enquanto lhe falámos da quantidade de novos amigos que irá fazer, dos trabalhos que irá desempenhar, das pinturas, colagens, jogos e da nova professora, que ao que parece, é uma querida.



Ele entrou na sala contemplativo e destemido com tudo à sua volta, reinava ainda alguma confusão, com os miúdos dos anos anteriores mais à vontade já a brincar e a maior parte dos novos ao colo ou agarrados às pernas dos pais.



Enquanto acabávamos de tratar de todas aquelas questões de que nos tinham pedido, da entrega da água, das bolachas, das toalhitas, do copo com o nome dele, da muda de roupa... ele, sozinho, avançava para uma mesa e sentava-se numa cadeira tomando uma postura do tipo - "Quando é que isto começa?". Nesse momento tirei-lhe um par de fotografias, olhei para a Ana e resolvemos que seria a melhor altura para bater em retirada.





Quando descíamos as escadas da escola ainda me veio à memória a melodia de uma frase batida, "hoje é o primeiro dia do resto da tua vida"... *
* O Primeiro Dia - Sérgio Godinho

O pai Pedro.