7.21.2010
7.08.2010
O primeiro dia II

Hoje foi o último dia de escola do Tiago, o dia em que ele encerrou o seu ciclo pré-escolar.
Para trás das costas fica parte da sua infância: a professora Guida, que ele irá sempre recordar, as auxiliares, para quem ele fez ontem à noite um desenho, a Mónica, a Sónia, a Ana e a Maria, os coleguinhas de brincadeira que irão para escolas distintas, as carteiras, as cadeirinhas e os baloiços que virão a ser outros, as cores, os cheiros, a luz que atravessou as vidraças da sala de aulas no seu dia-a-dia… Novos desafios e muitas mudanças se avizinham.
Tal como no seu primeiro dia também ele hoje saiu impávido. Nem um vestígio de nostalgia, nem uma humidadezinha naqueles seus grandes olhos.
Ao princípio, perante tamanha indiferença, pensámos que ele não compreendia o alcance da mudança e ontem cheguei mesmo a sentá-lo ao colo e explicar-lhe que hoje seria o último dia em que entraria naquela porta e partilharia aquele espaço com aqueles amigos, a perscrutar-lhe o entendimento de que ele faz do fim deste período da sua vidinha, a sondar-lhe sentimentos.
Ao contrário do que pensei inicialmente ele parece entender, e bem, o que se conclui e o que começa, simplesmente não se aflige com a mudança, não lhe faz espécie - está de bem com o que a vida lhe apresenta!
Que irónico serem os grandes a criarem e a temerem os bichos papões!
Quando nos pomos a jeito podemos aprender imenso com os miúdos, e hoje, ao descer as escadas da escola, todo eu melancolia, mas todo ele tranquilidade, recebi uma lição de como não resistir à mudança, de como aceitá-la ou mesmo entregarmo-nos a ela…
… e mais uma vez ouvi dentro da cabeça: "hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas".
7.04.2010
A prima Joana já nasceu!
- Ainda bem que não sou uma miúda!
- Então porquê Tiago?
- Não gostava nada de sentir pés dentro da barriga e assim.
Bem-vinda bebé.

5.10.2010
10.30.2008
Harry Potter!

Isto de ter filhos está finalmente a começar a dar frutos. Sempre fui um bocado infantil em termos de gostos cinematográficos, e tenho poucas pessoas com quem partilhar os meus filmezinhos. Dantes era a Inês, que entretanto cresceu e já não lhe dá pica andar com a cota. Fomos ver os Harry Potters e os Senhores dos Anéis todos ao cinema, mesmo quando o cinema ficava a 70 km de distância. Agora, é altura de fazer a introdução á fantasia ao meu piolho pessoal, com data e hora marcada.
Hoje, por volta das 22 horas mais coisa menos coisa, conto estar estendida no sofá com o Tiago Matias, a ver a versão widescreen do Harry Potter e a Pedra Filosofal.
E sabem que mais? Estou ansiosa!
Hoje, por volta das 22 horas mais coisa menos coisa, conto estar estendida no sofá com o Tiago Matias, a ver a versão widescreen do Harry Potter e a Pedra Filosofal.
E sabem que mais? Estou ansiosa!
10.14.2008
Beautifull Baby Girl
Para ser sincera não eras propriamente beautiful…Mas os meses que antecederam a tua vinda tinham-nos deixado tão ansiosos a todos, tão ansiosos que quando chegaste foi um alívio constatar que eras uma menina perfeitamente normal. A meia bebé.
Toda a vida desejei uma menina, sabes? E quando soube que vinha por aí uma, enchi-me de medo. Sabes aquela cena do “tem cuidado com o que desejas”? E depois deixaste de crescer como era suposto…Eu sempre tão cansada, tão esgotada, o teu mano sempre tão exigente…
Um dia achei que vinhas a caminho. Fomos para o hospital, com o coração pequenino. Se tivesses vindo nessa altura terias que ficar na incubadora, e seria tão complicado… Voltei para casa no dia seguinte, e fiquei por lá de baixa, uma princesa num castelo sem poder sair, 15 dias a contar as horas para ter ver e saber que afinal estava tudo bem. O papá fazia tudo em casa, e eu tinha o tempo todo para pensar em ti. Em ti, bebé Clara.
Depois vieste para casa, e começaste a crescer e a fazer-te cada vez mais engraçada. Custaste a começar a sorrir, mas quando aprendeste nunca mais deixaste de exercitar. Costumava dizer que o que te faltava em beleza sobrava-te em encanto. E quando olho para ti, há uma data de coisas que me fazem de repente sentido
9.19.2008
Nostalgia
Não sei escrever sobre os meus filhos, nem sobre o facto de ser mãe. Há coisas que se sentem, e não se conseguem explicar. Mas esta semana tenho tido uma saudade imensa dos meus bebés. De estar em casa com eles, de ter o tempo todo por minha conta e deles, de ser mãe e mulher e dona de casa. Do cheiro que tinha a roupinha deles quando a punha para lavar. Do cheiro do leite, das manchas amarelas que não saem para aí assim, de estar em casa sem ter de sair para lado nenhum. De ver chover lá fora e estar só a tomar conta de um bebé que dorme…embora para ser fiel á verdade ele raramente dormisse.
Lembro-me em especial de uma noite, já no início do Outono, em que fomos jantar a casa da minha mãe a pé, com o bebé deitado no carrinho azul, de banhinho tomado. Ele ficava sempre com o cabelo em pé depois do banho. E nesse fim de tarde de Outono, a hora mais bonita, senti como há tantos tantos anos não sentia, uma felicidade e uma paz sem fim, completa. Acho que comentei com o Pedro. Os cinco meses mais felizes da minha vida.
A mãe Ana.
A mãe Ana.
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